terça-feira, 1 de maio de 2012

Música e Tecnologia: Na Fronteira entre o Real e o Virtual



A mudança de hábitos desencadeada com a popularização dos produtos da Apple parece não ter limites. Mais e mais pessoas agem como se seus I-Phones e I-Pads fossem uma necessidade em suas vidas.

Mais não há como negar que existe um barato nessa história. Por exemplo, quem diria que uma banda tocaria a partir de aplicativos que simulam instrumentos musicais, em um show para uma multidão de pessoas?

Foi o que os músicos da North Point´s iBand fizeram!





Abaixo, um exemplo que como funcionam esses aplicativos.
Interessante não?







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domingo, 29 de abril de 2012

Theremin - Um Instrumento Musical Autêntico



O Theremin foi inventado em 1919 por Lev Sergeivitch Termen, também chamado de Léon Theremin. Este instrumento foi o precursor dentre os instrumentos eletrônicos musicais criados no século XX e possui características autênticas, pois é excitado sem que haja contato físico, somente através de movimentos de aproximação e distanciamento entre as mãos e do corpo do executante e as antenas do aparelho.

Seu inventor, Léon Theremin, foi um engenheiro militar russo que esteve envolvido com projetos de desenvolvimento a partir da tecnologia de rádios transmissores (no caso, a empregada no Theremin) e pesquisas que resultaram na criação dos primeiros microfones utilizados em escutas de espionagem. Sua carreira militar acumula atividades durante a I Guerra Mundial e a Guerra Civil Russa, e também passagem em agências de inteligência e serviço secreto da NKVD e KGB.

Em paralelo a vida militar, Léon atuava promovendo e divulgando seu instrumento à artistas e músicos de diversos países, em turnês que englobaram a Europa e os Estados Unidos. E foi nos EUA que ele patenteou a invenção. Lev Sergeivitch Termen também trabalhou no Conservatório de Música de Moscou e foi o professor de Lydia Kavina. Lydia é considerada uma das thereminista mais famosa da atualidade e divide esse reconhecimento com Clara Rockmore.

O Theremin, desde sua criação, tem sido amplamente utilizado não só na música clássica, mas também por grupos de outros gêneros musicais, dentre eles o Led Zeppelin e os Beach Boys. No Brasil, o instrumento também tem seus seguidores.

Ouça abaixo as gravações históricas de Léon e Lydia ao instrumento.







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domingo, 8 de abril de 2012

Muqueca de Siri



Humm, "Muqueca de Siri". Deu fome né?

Então vai a dica: sintonize no podcast (web rádio) que traz a programação do nosso bom e eterno Samba. O programa foi criado por Conrad Rose, em 2006, e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA em 2007, como o melhor programa de rádio via internet.

O grande barato desse canal é poder se deliciar com a originalidade do programa. A riqueza de conteúdo do repertório da rádio é um diferencial, não existe essa liberdade nas rádios mais tradicionais, por exemplo. Isso porque normalmente essas rádios estão comprometidas em tocar um número limitado de músicas e artistas (o jabá).

Recomendo a audição em boa companhia. Com família e amigos, e...

Delicie-se com boa música!






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sábado, 7 de abril de 2012

N´Goni

Créditos da imagem: Jeremy Cloake


O N´Goni é um instrumento africano que mantém semelhanças com o Kora. No vídeo abaixo, que faz parte da série "Meu Instrumento" do programa Radiola da TV Cultura, o músico Carlinhos Antunes fala das peculiaridades desse instrumento.





Agora que já conhece melhor o instrumento, convido você a se transportar para o universo cultural africano, mesmo que por intermédio da internet, para ouví-lo tocado por um músico de lá. Vai se dar conta de que será instantaneamente fisgado pela música, sem que nada possa ou queira fazer contra isso. É uma sensação muito gostosa, nem todos os estilos musicais tem esse poder. Notamos essa "ligação" em geral com as manifestações que tem raízes africanas, como por exemplo o nosso Samba!






Créditos da imagem: Antonio Pujante


Créditos da imagem: Antonio Pujante




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quinta-feira, 29 de março de 2012

Redescubra o Prazer em Ouvir Discos



Hoje em dia a parafernalha digital dita as regras de como fazemos para ter acesso aos benefícios intangíveis por ela disponibilizados. No tocante à música, os meios são vastíssimos!

Assim, com a tecnologia digital, nossa relação com a música se tornou muito íntima, e por vezes até insignificante. Ela está presente em nossas casas, carros, computadores, video-games, celulares e bolsos. E nos acompanha em quase todas as atividades cotidianas: no banho, no restaurante, numa reunião de familiares e amigos, etc...

A facilidade é tamanha, que com ela somos influenciados a gostar do artista X, do grupo Y, e acabamos mesmo induzidos a mudar de certa forma nosso padrão comportamental.

Tudo isso é prático, mas existe também um outro lado:

A música reproduzida por meio analógico (discos de vinil) possui uma característica que nenhum aparelho digital consegue imitar. É uma música que integra o ambiente, mais gostosa de se ouvir. Com essa tecnologia não é preciso aumentar o volume para sentir que a música preenche o espaço. Ela é mais introspectiva, harmoniosa.

O meio analógico conquistou a fidelidade de um público que valoriza isso. Hoje são pessoas de diferentes gerações que praticam a "boa audição" da música, que permitem-se deliciar com a diversidade de gêneros, cantores, instrumentistas, grupos e orquestras. Pessoas que incorporam esse hábito ao seu cotidiano e ganham com isso o tempo que o dinheiro não compra.

Um tempo no qual aflora o prazer e a interação entre ouvinte, música e espaço!

Só no Rio de Janeiro, a quantidade de sebos especializados em vinis e movimentos culturais que associam suas atividades ao disco é incrível. E o mercado não deixou de fornecer equipamentos novos, tais como pick-ups e agulhas. Trata-se aqui não de uma redescoberta, mas de uma constatação da limitação do meio digital.

Assim, espero deixar um ponto para indagação, onde você, leitor, poderá questionar o papel da música no seu cotidiano. Se aceitar uma sugestão, digo que aproveites o melhor da praticidade do meio digital e da qualidade do analógico. Boa audição!




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sábado, 24 de março de 2012

Yassir Chediak



Yassir Chediak integra a nova geração de violeiros, mas com um cadinho de novidade: no lançamento de seu CD solo "A Viola e o Mar", ele estreita a relação do instrumento com o litoral.

Isso porque a viola que conhecemos está caracterizada por suas manifestações no interior do Brasil, sempre aquelas associadas às paisagens bucólicas das regiões rurais. E o Yassir lançou esse trabalho aprumado pelos ventos marejantes do litoral.

Historicamente, a viola foi trazida ao Brasil no período de colonização, pelos portugueses. Era o instrumento que os jesuítas utilizavam para catequisar os índios, e que, com o tempo passou a ser fabricada aqui em terras tupiniquins. Há relatos antigos que descrevem que ela era popular em diferentes regiões do país, inclusive no Rio de Janeiro. Mas, o tempo novamente se manifestou e a viola mantém um cordão umbilical com as regiões interioranas, de características rurais e vida mais simples.

Acho que o próprio tempo é o causador dessa situação. Não dá para se sentir deliciado pelo instrumento com a correria das grandes cidades, e aquela agitação, estresse, e tudo mais.

O passo é outro...


O Yassir fez um belo show em 2010, acompanhado pelos músicos Ramon Araújo (violão) e Thadeu Romano (sanfona). Separei os melhores momentos dessa apresentação abaixo.













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